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Crédito aos brasileiros ficará mais caro com o aumento do IOF: Veja exemplos

A medida está prevista para ir até o dia 31 de dezembro e tem por objetivo arrecadar recursos para custear o Auxílio Brasil, o programa proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

Crédito aos brasileiros ficará mais caro com o aumento do IOF: Veja exemplos Confira as simulações para compra de geladeira, financiamento de carro, empréstimo e uso do cheque especial e cartão de crédito.

O governo aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o crédito em 33% e desde esta segunda-feira (20) a alíquota anual para as pessoas físicas passou de 3% para 4,8%. Para as empreas a taxa foi de 1,5% ao ano para 2,04%.

A medida está prevista para ir até o dia 31 de dezembro e tem por objetivo arrecadar recursos para custear o Auxílio Brasil, o programa proposto pelo governo para substituir o Bolsa Família.

MAS DE QUE FORMA ESSE AUMENTO MEXE COM O NOSSO BOLSO?

A coluna pediu ao economista Miguel Ribeiro de Oliveira, da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) para mostrar, com exemplos, o que isso vai pesar a mais no bolso do consumidor.

As simulações mostram seis situações:

1) Financiar a compra de uma geladeira;

2) Financiamento a compra de um automóvel;

3) Fazer um empréstimo pessoal;

4) Ficar devendo no cheque especial;PUBLICIDADE

5) Entrar no rotativo do cartão de crédito porque não pagou a fatura cheia na data do vencimento;

6) E, no caso das empresas, pegar dinheiro via capital de giro

Veja os cálculos para a pessoa física:

E também no caso das empresas:

ALÉM DO IOF, JUROS TAMBÉM DEVEM SUBIR

Como pode se ver pelas simulações, o custo de pegar dinheiro emprestado ou financiar bens ficou mais elevado.

Mas tem um detalhe. As taxas de juros foram baseadas em médias atuais, mas é esperado que as elas também subam em breve, já nesta quarta-feira (22), quando o Copom fará o anúncio da nova taxa Selic, a taxa de juros básica da economia.

A alta esperada é uma “paulada” de um ponto percentual na taxa, que deve passar de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano, segundo estimativas dos economistas.

Com isso, as demais taxas de juros deverão subir na esteira desse aumento, dificultando ainda mais a vida de quem precisa de empréstimo ou financiamento.

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